<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680</id><updated>2012-01-29T13:24:54.372-02:00</updated><title type='text'>rua da passagem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-2988444080665360426</id><published>2012-01-29T11:41:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T11:41:11.611-02:00</updated><title type='text'>O amor bom é facinho</title><content type='html'>Recebi o link desse texto através do amigo e grande poeta paratiense &lt;a href="http://www.zangareio.zip.net/"&gt;Flávio de Araújo&lt;/a&gt;. Adorei o texto, de autoria de Ivan Martins, pois levanta algumas reflexões e questões pertinentes às relações contemporâneas. Por concordar com o autor, compartilho o texto aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0pkpuXUiCaA/TyVLhVrau_I/AAAAAAAAABw/DZK81i2ssUU/s1600/Ivan+Martins.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-0pkpuXUiCaA/TyVLhVrau_I/AAAAAAAAABw/DZK81i2ssUU/s1600/Ivan+Martins.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ivan Martins&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a  melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente  acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito.  Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres  difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão  trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será  verdade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspeito que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a  garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos  seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola  assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma  mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso,  damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me  queira como sócio. É engraçado, mas dói. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também  somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem  valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos  esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena  são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa -  na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a  vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto  deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de  conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais,  não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha experiência sugere o contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as  mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na  festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela.  Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e  meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome  eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para  uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso.  Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim.  Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu  dei a elas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que eu insisti com quem não  estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da  indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na  minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa  são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram  resultado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relato essa experiência para discutir  uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos  insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os  nossos sentimos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está emocionalmente  disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a  figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de  volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um  segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir  daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte,  um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está  apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar.  É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o  sentimento a morrer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela  insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a  escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não  temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%,  oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do  tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma  inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar)  num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e  frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a  um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples  razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito  ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se  dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o  tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar  movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela  dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais  bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no  trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a  pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa  fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor  do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é  – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento  eu não consigo me lembrar de nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto originalmente publicado no site da revista &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI244764-15230,00.html"&gt;Época&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-2988444080665360426?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/2988444080665360426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/o-amor-bom-e-facinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/2988444080665360426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/2988444080665360426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/o-amor-bom-e-facinho.html' title='O amor bom é facinho'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-0pkpuXUiCaA/TyVLhVrau_I/AAAAAAAAABw/DZK81i2ssUU/s72-c/Ivan+Martins.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-7546250621942552535</id><published>2012-01-26T14:11:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T14:11:16.231-02:00</updated><title type='text'>Terminei de ler e indico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QiqBzFQrkX4/TyF6rj4kE5I/AAAAAAAAABo/7AHbaR3jync/s1600/Marcelo+Gleiser.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-QiqBzFQrkX4/TyF6rj4kE5I/AAAAAAAAABo/7AHbaR3jync/s1600/Marcelo+Gleiser.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Criação imperfeita: cosmo, vida e o código oculto da natureza, de Marcelo Gleiser&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dadas as descobertas das últimas décadas, basta abrir os olhos para ver que estamos avançando numa nova direção, criando uma nova visão de mundo, em que a ênfase deixa de ser no cosmo e passa a ser em nós, humanos: o mistério não é que um Universo especial gerou criaturas mundanas, e sim que um Universo mundano gerou criaturas especiais.” (pág. 147)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ordem que buscamos na Natureza não passa de um reflexo da ordem que tanto buscamos nas nossas vidas. O mundo só é belo porque somos nós que o olhamos.” (pág. 148)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-7546250621942552535?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/7546250621942552535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/terminei-de-ler-e-indico.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/7546250621942552535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/7546250621942552535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/terminei-de-ler-e-indico.html' title='Terminei de ler e indico'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QiqBzFQrkX4/TyF6rj4kE5I/AAAAAAAAABo/7AHbaR3jync/s72-c/Marcelo+Gleiser.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-5160403652945529779</id><published>2012-01-24T17:24:00.002-02:00</published><updated>2012-01-24T20:39:47.691-02:00</updated><title type='text'>Exposição Sinestesia, de Leonardo Miranda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Uma das coisas mais interessantes no universo da arte/cultura é quando se vai a um evento, seja ele qual for, e mesmo sem ter o menor conhecimento a respeito do artista em questão, a obra (e não o artista), consegue te tocar de maneira singular. Foi exatamente o que aconteceu quando vi exposição “Sinestesia”, de &lt;a href="http://www.leonardomiranda.com/"&gt;Leonardo Miranda&lt;/a&gt;, no CCJF – Centro Cultural da Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Durante o horário de almoço, ao entrar despretensiosamente no espaço para ver o que estava acontecendo, me deparei com a exposição de Leonardo Miranda – que nunca ouvi falar antes -, que gira em torno de fotografias e instalações. As galerias do 2º andar do CCJF estão completamente tomadas pelas obras, instalações e intervenções do artista. Todas as paredes estão cobertas com frases que dialogam com as obras e que, por vezes, parecem direcionadas ao espectador, suscitando, em alguns momentos, uma relação de conflito e em outros de aproximação, não só com as obras mas com o próprio eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O trabalho tem densidade não só pela visível qualidade estética mas também pelo conteúdo e reflexão que podem gerar no espectador. Vendo trabalhos como o de Leonardo Miranda podemos perceber claramente a necessidade da arte, tal como falou Ernst Fischer em seu livro homônimo. Por fim, cabe destacar que as modelos das fotografias são lindas e merecem atenção especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Sinestesia, de Leonardo Miranda&lt;br /&gt;Galerias do 2º andar&lt;br /&gt;CCJF – Centro Cultural da Justiça Federal&lt;br /&gt;De terça a domingo, das 12h ás 19h, até 12/02/2012.&lt;br /&gt;Entrada franca.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-5160403652945529779?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/5160403652945529779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/exposicao-sinestesia-de-leonardo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/5160403652945529779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/5160403652945529779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/exposicao-sinestesia-de-leonardo.html' title='Exposição Sinestesia, de Leonardo Miranda'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-5683971439554802166</id><published>2012-01-21T22:53:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T22:53:09.315-02:00</updated><title type='text'>Noturno</title><content type='html'>Lá fora o frio rasga a noite como um avião a nuvem.&lt;br /&gt;O vento entra pela janela e traz o perfume da dama-da-noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausente, eu te vejo pura como a a carne da pêra&lt;br /&gt;e o sumo do seu corpo desperta a alvorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é manhã e os primeiros raios solares&lt;br /&gt;abruptamente me tomam o regaço da soledade noturna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu toque matutino me invade como uma faca&lt;br /&gt;e me derruba qual a força da palavra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Valterlei Borges, do livro independente "Castelo de areia", de 2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-5683971439554802166?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/5683971439554802166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/noturno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/5683971439554802166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/5683971439554802166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/noturno.html' title='Noturno'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-8666579136973175447</id><published>2012-01-18T16:28:00.000-02:00</published><updated>2012-01-19T14:48:03.175-02:00</updated><title type='text'>Un cuchillo en el norte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="315" width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/26yeNcUbpcE?version=3&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/26yeNcUbpcE?version=3&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;vitor ramil, acompanhado pelo argentino carlos moscardini , sobre&amp;nbsp; poesia de jorge luis borges. do disco "délibáb" (2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allá por el maldonado, &lt;br /&gt;Que hoy corre escondido y ciego, &lt;br /&gt;Allá por el barrio gris &lt;br /&gt;Que cantó el pobre carriego, &lt;br /&gt;Tras una puerta entornada &lt;br /&gt;Que da al patio de la parra, &lt;br /&gt;Donde las noches oyeron &lt;br /&gt;El amor de la guitarra, &lt;br /&gt;Habrá un cajón y en el fondo &lt;br /&gt;Dormirá con duro brillo, &lt;br /&gt;Entre esas cosas que el tiempo &lt;br /&gt;Sabe olvidar, un cuchillo. &lt;br /&gt;Fue de aquel saverio suárez, &lt;br /&gt;Por más mentas el chileno, &lt;br /&gt;Que en garitos y elecciones &lt;br /&gt;Probó siempre que era bueno. &lt;br /&gt;Los chicos, que son el diablo, &lt;br /&gt;Lo buscarán con sigilo &lt;br /&gt;Y probarán en la yema &lt;br /&gt;Si no se ha mellado el filo. &lt;br /&gt;Cuántas veces habrá entrado &lt;br /&gt;En la carne de un cristiano &lt;br /&gt;Y ahora está arrumbado y solo, &lt;br /&gt;A la espera de una mano, &lt;br /&gt;Que es polvo. tras el cristal &lt;br /&gt;Que dora un sol amarillo, &lt;br /&gt;A través de años y casas, &lt;br /&gt;Yo te estoy viendo, cuchillo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(jorge luis borges, do livro “para la seis cuerdas”, de 1965)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-8666579136973175447?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/8666579136973175447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/un-cuchillo-en-el-norte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/8666579136973175447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/8666579136973175447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/un-cuchillo-en-el-norte.html' title='Un cuchillo en el norte'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-8775851533421370193</id><published>2012-01-16T15:41:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T15:41:57.960-02:00</updated><title type='text'>Pablo Neruda</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6A6QGOZA3PQ/TxRhH0MzYxI/AAAAAAAAABg/o7a_XOImt3g/s1600/pablo-neruda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-6A6QGOZA3PQ/TxRhH0MzYxI/AAAAAAAAABg/o7a_XOImt3g/s320/pablo-neruda.jpg" width="252" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-8775851533421370193?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/8775851533421370193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/pablo-neruda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/8775851533421370193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/8775851533421370193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/pablo-neruda.html' title='Pablo Neruda'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6A6QGOZA3PQ/TxRhH0MzYxI/AAAAAAAAABg/o7a_XOImt3g/s72-c/pablo-neruda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3573892591450153680.post-4516006062143399757</id><published>2012-01-14T20:48:00.001-02:00</published><updated>2012-01-29T12:10:34.743-02:00</updated><title type='text'>A canção desesperada, de Pablo Neruda</title><content type='html'>&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;Tua lembrança emerge da noite em que estou.&lt;br /&gt;O rio junta ao mar seu lamento obstinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonado como os portos na alvorada.&lt;br /&gt;É a hora de partir, oh abandonado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o meu coração chovem frias corolas.&lt;br /&gt;Oh sentina de escombros, feroz cova de náufragos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ti se acumularam as guerras e os vôos.&lt;br /&gt;De ti alçaram asas os pássaros do canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, tudo devoraste como a fria distância.&lt;br /&gt;Como mar, como o tempo. Tudo em ti foi naufrágio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o momento alegre do assalto e do beijo.&lt;br /&gt;Era a hora do assombro que ardia como um facho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angústia de piloto, fúria de búzio cego,&lt;br /&gt;turva embriaguez de amor, tudo em ti foi naufrágio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha infância de névoa, de alma alada e ferida.&lt;br /&gt;Descobridor perdido, tudo em ti foi naufrágio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz retroceder a muralha de sombra,&lt;br /&gt;e caminhei além do desejo e do ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh carne, carne minha, mulher que amo e perdi,&lt;br /&gt;a ti, nesta hora úmida, evoco e elevo o canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um vaso abrigaste a infinita ternura,&lt;br /&gt;e o esquecimento infindo te partiu como a um vaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a negra, era a negra soledade das ilhas,&lt;br /&gt;e ali me receberam, mulher de amor, teus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a sede, era a fome, e foste tu o fruto.&lt;br /&gt;Era o luto, as ruínas, e tu foste o milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah mulher, não sei como tu pudeste conter-me&lt;br /&gt;na terra de tua alma e na cruz de teus braços!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desejo de ti foi o mais tenso e curto,&lt;br /&gt;o mais revolto e ébrio, o mais terrível e ávido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cemitério de beijos, inda há fogo em tuas tumbas,&lt;br /&gt;ardem ainda as uvas bicadas pelos pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh a boca mordida, oh os beijados membros,&lt;br /&gt;oh os famintos dentes, oh os corpos trançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, a cópula louca de esperança e esforço,&lt;br /&gt;em que nos enlaçamos e nos desesperamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ternura leve como a água e o trigo.&lt;br /&gt;E a palavra apenas começada nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esse o meu destino: nele foi meu anseio&lt;br /&gt;e caiu meu anseio, tudo em ti foi naufrágio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De queda em queda ainda flamejaste e cantaste.&lt;br /&gt;De pé qual um marujo sobre a proa de um barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda floriste em cantos, rompeste correntezas.&lt;br /&gt;Oh sentina de escombros, poço aberto e amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pálido búzio cego, fundeiro desditoso,&lt;br /&gt;descobridor perdido, tudo em ti foi naufrágio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a hora de partir, a dura e fria hora&lt;br /&gt;pela noite sujeita a todos os horários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinturão ruidoso do mar aperta a costa.&lt;br /&gt;Surgem frias estrelas, emigram negros pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonado como os portos na alvorada.&lt;br /&gt;Somente a sombra trêmula se contorce em meus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mais do que isso tudo. Ah, mais do que isso tudo.&lt;br /&gt;É hora de partir. Oh abandonado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada, tradução de Domingos Carvalho da Silva)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3573892591450153680-4516006062143399757?l=ruadapassagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/feeds/4516006062143399757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/cancao-desesperada-de-pablo-neruda.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/4516006062143399757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3573892591450153680/posts/default/4516006062143399757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruadapassagem.blogspot.com/2012/01/cancao-desesperada-de-pablo-neruda.html' title='A canção desesperada, de Pablo Neruda'/><author><name>Valterlei Borges</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11587466842206357126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2qPejIuuosQ/S00dX81x5TI/AAAAAAAAAAc/vcKd91dFWZQ/S220/foto+val.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
